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Quanto custa uma consultoria de investimentos independente em 2026

Essa é, quase sempre, a primeira pergunta de quem considera contratar uma consultoria de investimentos independente: "quanto isso custa?" É uma pergunta justa — e a resposta é mais simples do que parece, mas exige um contexto que raramente é explicado com clareza.

O modelo de cobrança: fee sobre patrimônio

A consultoria de investimentos independente, no modelo fee-based, é remunerada por um percentual anual sobre o patrimônio assessorado — não por comissão de produtos. No mercado brasileiro, essa taxa costuma variar entre 0,6% e 1,5% ao ano, dependendo do volume investido, da complexidade da carteira e do escopo do serviço.

Como referência: sobre um patrimônio de R$ 1 milhão, um fee de 1% ao ano representa R$ 10 mil por ano — pago de forma transparente, geralmente parcelado mensal ou trimestralmente.

Por que o fee varia entre consultores

Alguns fatores que costumam influenciar o valor cobrado:

O fee é caro comparado ao modelo "gratuito"?

Aqui está o ponto que costuma gerar mais confusão. O modelo tradicional de assessoria não cobra fee visível — mas isso não significa que seja mais barato. Significa que o custo está embutido em taxas de administração, spreads e comissões que normalmente não aparecem de forma isolada em nenhum extrato.

Na prática, uma carteira mal estruturada em taxa de administração de fundos, spread de renda fixa e produtos com comissão embutida frequentemente custa mais do que 1% ao ano — só que de forma invisível.

O exercício que costuma trazer mais clareza é simples: somar todos os custos reais da carteira atual (visíveis e ocultos) e comparar com o fee de uma consultoria transparente. Na maioria dos casos analisados, a diferença não é tão grande quanto se imagina — e às vezes o modelo fee-based sai mais barato.

A partir de que patrimônio faz sentido contratar

Existe um patamar mínimo de patrimônio a partir do qual o fee-based se paga com folga: normalmente a partir de R$ 300 mil investidos. Abaixo desse valor, o fee fixo pode não compensar frente à economia gerada, e outros modelos de orientação pontual podem fazer mais sentido.

Vale desconfiar de quem promete que o modelo funciona bem para qualquer valor — um consultor sério é transparente sobre quando o serviço faz sentido e quando não faz.

Como comparar propostas de diferentes consultores

Antes de fechar com qualquer consultor independente, vale confirmar:

  1. O percentual exato do fee e se ele é fixo ou escalonado por faixa de patrimônio.
  2. O que está incluído no escopo — só alocação, ou também planejamento mais amplo.
  3. A frequência de acompanhamento prevista em contrato.
  4. O registro na CVM como consultor de valores mobiliários, e a certificação CEA (Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA).
  5. Se há qualquer forma de comissão paralela — um consultor fee-based genuíno não deveria ter nenhuma.

Perguntas frequentes

O fee da consultoria é cobrado mesmo se a carteira perder valor? Sim, geralmente o fee é calculado sobre o patrimônio assessorado, independentemente da performance do período — por isso é importante entender o escopo do serviço antes de contratar.

Existe contrato de fidelidade? Varia por consultor. Vale perguntar diretamente sobre prazo de contrato e condições de cancelamento antes de assinar.

Posso negociar o percentual do fee? Em muitos casos sim, principalmente para patrimônios maiores — mas o mais importante é entender o que está sendo entregue por esse valor, não apenas negociar o número.


Diogo Toson Willadino é especialista em investimentos (CEA), com atuação em Porto Alegre e atendimento remoto para todo o Brasil. Agende um diagnóstico gratuito da sua carteira →

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